terça-feira, 15 de março de 2011

A melhor sensação da paixão



Como vocês podem perceber nos post's anteriores, nunca fui dada à paixões. Sempre me iludi e desiludi com a mesma rapidez e intensidade. Nunca fui de me envolver seriamente e enlouquecer, até o dia que experimentei essa sensação e vi o quanto é bom. Mas não estou falando de perder a cabeça, se isolar do mundo, fazer loucuras e viver de amor e vento numa cabana. Não é nada disso! Não estou me referindo também a beijos intermináveis, poemas e canções de amor, falar com voz de criança ao telefone (odeio isso!) e nem demonstrações públicas de afeto.

Me refiro às deliciosas sensações que tomam conta do nosso corpo num estado de paixão. E não necessariamente essas boas sensações estão relacionadas a paixão por uma outra pessoa. Pode ser paixão por aquele filho que sempre foi desejado, por aquele projeto no trabalho que você quis fazer e de repente caiu no seu colo, por aquele carro dos sonhos, aquela viagem maravilhosa, ou pura e simplesmente paixão por si próprio.

Eu costumo dizer que nunca tive problemas com minha auto-estima. E é uma verdade quase que absoluta...rs.. Não que eu não tenha dias que acordo me sentindo horrível, é claro que tenho, mas acho que por uns 350 dias do ano saio de casa me sentindo o último biscoito Chocookie (de chocolate!) do pacote. E isso não tem nada a ver com arrogância, muito pelo contrário, sempre fiz questão de falar com todos, sempre fui uma pessoa sem preconceitos. Mas eu, definitivamente, tenho um amor enorme por mim. Tanto que acho que sou uma das poucas mulheres que nunca fariam uma cirurgia plástica. É claro que odeio celulite, estria, aumento de peso, gordura localizada e todos esses males femininos, mas posso dizer que convivo bem com tudo isso sem neuras, sem crises.

Então como sempre fui apaixonada por mim, viver uma paixão por uma outra pessoa foi uma experiência interessante. É claro que nem sempre dá certo, às vezes o objeto da paixão não nos corresponde na mesma intensidade. É aquela gravidez perdida, o projeto que é cancelado pela presidência da empresa, o carro que depois de comprado se vê que não é aqueeela Brastemp, é o furacão que impede a tão sonhada viagem e é o príncipe encantado que não vem. Falta de sorte? Azar??? Não....as coisas simplesmente acontecem como tem de acontecer. Em tempos de " O Clone" na sessão da tarde, MAKTUB - estava escrito.

Não que eu acredite em príncipes encantados, sempre soube desde criança que eles não existem. Mas permitir-se apaixonar por uma pessoa real, normal, com defeitos, qualidades, problemas e sentimentos, é algo inovador na vida dessa também nova Susana. E novamente não estou me referindo a concretização de um relacionamento, me refiro a sensações que só podem ser experimentadas por mim, sem qualquer manipulação do outro. Sou eu que sinto frio na barriga ao vê-lo, eu que tenho a alegria de mostrar o meu melhor sorriso, eu que consigo admirá-lo, eu que vivencio o prazer da companhia. Essas sensações independem dele, são inteiramente minhas e é muito bom ter a consciência dessas sensações, poder curti-las integralmente, de verdade, de peito aberto, sem medo e sem vergonha de admiti-las. Por mais que a paixão não vire amor ou não seja duradoura, já valeu! Valeu pela experiência, por me fazer sentir viva, por me dar prazer e por trazer uma cor nova na palheta da minha vida.

Recado de uma Susana apaixonada.....por si própria, pela vida, pelos momentos, pelos sonhos e por um outro alguém. ( Nessa ordem! Sempre!)

Beijos,me liga, até o próximo post!

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